terça-feira, 29 de março de 2011

Noivado de Regiane e Reinaldo

Em 14 de novembro de 2010, Regiane Cardoso de Oliveira e Reinaldo Sashihara tornaram-se noivos, em cerimônia ocorrida na cidade de Planura-MG.
O Mestre de Cerimônias foi Alberto Kandra, Presidente do Grupo de Amigos Espíritas Pão da Caridade.
Regiane é estudante e trabalhadora do nosso Grupo, auxiliando-nos na produção de cartazes de palestras mensais.
A realização desse festivo noivado teve textos de Espíritos Luminares e da Bíblia Sagrada.
A colocação das alianças foi um momento de grande emoção.
Que Regiane e Reinaldo sejam imensamente felizes!


"... O amor é o sentimento por excelência.... " - do Livro: "Nas pegadas do Mestre" de Vinícius (Pedro de Camargo) - 10a. Edição - Rio de Janeiro - FEB, 2005

Na Foto: Regiane e Reinaldo e Alberto e Zilá.
[Clique abaixo para ver Album de Fotografias]


Noivado Regiane e Reinaldo Nov2010

terça-feira, 22 de março de 2011

A escolha (e a responsabilidade) é sempre sua!



    As escolhas da vida
    A vida terrena é de natureza prática e nos propicia inúmeras experiências. Foi-nos dada a oportunidade de viver no mundo material para que, passando por diversas experiências do cotidiano, pudéssemos evoluir espiritualmente. Através das experiências do dia-a-dia, nós vamos firmando nossa personalidade e passamos a criar a beleza que só nós conseguimos expressar.

    Em sua essência, todos os homens são filhos de Deus. Porém, a maneira com que nós manifestamos nossa natureza divina, difere de uma pessoa para outra, segundo as circunstâncias nesta vida. Assim sendo, nunca devemos julgar ninguém baseando-nos na mesma medida com que medimos uma outra pessoa. Aliás, jamais deveremos julgar quem quer que seja.

    Cada um constrói sua vida e molda seu destino conforme as escolhas que faz em cada momento. Infelicidades, desgraças, doenças, etc, todas elas são a materialização de idéias e emoções negativas formadas na mente humana. Por isso, não devemos resmungar a infelicidade, não podemos deplorar a desgraça, lamentar a doença nem maldizer a pobreza. Toda a vez que acontecer uma infelicidade, desgraça ou doença, precisamos falar de felicidade, prosperidade, alegria e saúde. Mentalizemos que já recebemos a sabedoria necessária para concretizar a felicidade, a riqueza e a saúde, e que já somos felizes, prósperos e saudáveis.

    Além de deixar de falar em infortúnios, azar e doenças, devemos também deixar de ouvir esse tipo de assunto comentado por outras pessoas. Quando alguém se torna ouvinte de assuntos sobre doença, pobreza, acidentes, desgraças, sofrimentos e infelicidades, está abrindo a porta de sua mente para essas negatividades. A melhor atitude a tomar nessas situações é não ficar indiferente, mas sim mudar de assunto.

 Texto de Masaharu Taniguchi

terça-feira, 15 de março de 2011

Ajuda ao Grupo

Espíritas e amigos: MOVIMENTEM-SE!

O Grupo de Amigos Espíritas Pão da Caridade, de Planura-MG, está trabalhando!

Zilá, Fundadora do Grupo, continua fazendo os pães e levando para as crianças... Francisco, João Carlos e Alemão estão trabalhando nas ferragens do alicerce... 



Precisamos de farinha de trigo para os pães das crianças 
E precisamos de cimento para a construção da Sede do Grupo na Rua Gerônimo Luiz Borges n. 249.

O que você está esperando? Toda ajuda é bem-vinda.


Movimente-se e trabalhe conosco
!


Faça sua doação.
Entre em contato conosco.
E-mail: grupodacaridade@gmail.com
Muito obrigado!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sintomas mostram a hora de ir ao médico


Sintomas mostram a hora de ir ao médico; veja lista criada por especialistas:

Todo mundo sabe que uma dor no peito ou uma dor abdominal aguda são motivos para ir correndo ao pronto-socorro. Mas outros sintomas menos óbvios deixam dúvida sobre a necessidade de procurar ajuda.
Baseada em uma lista elaborada pela Clínica Mayo, nos EUA, com dez sinais que precisam de cuidados médicos, a Folha ouviu especialistas para saber o que cada um pode indicar e que atitude é preciso tomar.
David Lewi, clínico-geral e infectologista do hospital Albert Einstein e professor da Unifesp, afirma que alguns dos sintomas listados são mais importantes do que outros. "Mas cada um tem razão de ser."
Alfredo Salim, clínico-geral e médico de família do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta outros sinais que demandam atenção, como tontura, sensação de queda de pressão, inchaço súbito e sede intensa.
Para Arnaldo Lichtenstein, clínico-geral do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor da USP, outro sintoma importante é um inchaço progressivo na perna ou no rosto, que indica problemas de fígado, rim ou coração.

1) DOR DE CABEÇA FORTE REPENTINA
É caso de urgência: a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um hospital. "Em quem não tem enxaqueca, o grande medo é um sangramento na cabeça, o derrame ou AVC hemorrágico", afirma Arnaldo Lichtenstein. Alfredo Salim define o sintoma como "uma explosão de dor de cabeça" e lembra que é uma das causas de morte súbita. Diferentemente do que reza o senso comum, o problema atinge pessoas de todas as idades. "Jovens podem ter um aneurisma [rompimento de vasos] que leva ao AVC hemorrágico, e os pacientes hipertensos podem sofrer ruptura de vasos cerebrais", explica. Outras possibilidades são meningite -com dor de cabeça e rigidez do pescoço- e encefalite.

2) PERDA DE PESO SEM EXPLICAÇÃO
Uma perda involuntária de peso nos últimos três a seis meses pode ter inúmeras causas e deve ser investigada. Como parâmetro, os médicos consideram 10% do peso total, mas, no caso dos obesos, o simples fato de parar de engordar sem motivo pode ser indicativo de hipertireoidismo, depressão, doenças do fígado e câncer. Para David Lewi, do Einstein, doença oncológica é a principal suspeita quando a perda de peso ocorre sem outros sintomas. Acompanhada de febre, pode ser tuberculose. Outras doenças, como lúpus eritrematoso sistêmico, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes costumam causar, também, febre, dor articular e manchas pelo corpo. O hipertiroidismo, por sua vez, pode provocar sudorese e mão trêmula. "Se a pessoa continua comendo, eu pensaria em problema na tireoide, diabetes e causas endrocrinológicas. Em idoso, a maior causa é a depressão", afirma Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, em jovens o emagrecimento injustificado pode ser sinal de anorexia nervosa, bulimia e problemas psiquiátricos, além de hipertireoidismo e diabetes.

3) FRAQUEZA, PERDA DE VISÃO OU DA FALA SÚBITA
Se você tem esses sintomas, minutos contam, alerta a equipe da Clínica Mayo. Eles são sinais de um AVC ou de um "ataque isquêmico transitório", chamado também de mini-AVC. Procure atendimento logo se tem fraqueza súbita ou paralisia em um dos lados do corpo, perda, diminuição da visão ou visão borrada repentinamente, perda da fala ou problemas para entender os outros, vertigem inexplicável ou perda de equilíbrio. "Trata-se da perda súbita do fluxo cerebral por conta de algum problema na artéria, como um coágulo de sangue ou uma doença arterial que causa obstrução", afirma Lewi. O médico ressalta a importância de socorro rápido. "Hoje, se for atendido em três 3 horas, a pessoa pode se recuperar e ficar sem sequelas." Nada de perder tempo, portanto.

4) VER FLASHES DE LUZ
O mais específico dos sintomas pode sinalizar um rasgo na retina que, se não for tratado com urgência, pode levar ao descolamento da retina e à perda parcial ou total da visão. "O primeiro sintoma é um relâmpago, como se estivessem tirando fotos com flash. Depois, o sinal do descolamento são manchas escuras no campo visual, como se fechassem a cortina", afirma a oftalmologista Nilva Moraes, do Instituto da Visão da Unifesp. Segundo ela, o melhor a fazer é convocar um oftalmologista de confiança e partir para o pronto-socorro. Em pessoas saudáveis, os fatores de risco são trauma ocular, miopia superior a seis graus e idade superior a 50 anos. Na opinião de Lichtenstein, esse sintoma não deveria estar na lista. "É muito específico e, geralmente, ocorre em um olho só", justifica.

5) DELÍRIOS
Mudanças em comportamento ou pensamento podem ser causadas por muitos problemas, incluindo infecção, condições psiquiátricas ou medicamentos, especialmente aqueles que começaram a ser administrados recentemente. O paciente pode apresentar uma confusão severa ou uma mudança rápida no estado mental, como da letargia para a agitação. "Na primeira manifestação é urgente", afirma Salim. Os delírios podem sinalizar um AVC, um tumor e também uma doença infecciosa viral, a encefalite. "Nesse caso, o tempo que leva para procurar o médico define como o problema vai evoluir e se a pessoa vai sair sem sequelas ou mesmo sobreviver", afirma Lewi. Os delírios podem vir acompanhados de dor de cabeça súbita e mudança de personalidade. Salim menciona ainda os problemas psiquiátricos. "Surto psicótico agudo começa com delírio", diz. Já nos idosos as causas podem ser variadas. "Qualquer problema sistêmico pode dar delírios, como desidratação e infecção", pondera Lichtenstein.

6) SENTIR-SE SACIADO APÓS COMER POUCO
Sentir-se satisfeito antes que o normal ou depois de comer menos do que o costume não em uma refeição, mas por mais de uma semana, é razão suficiente para procurar um médico clínico ou um gastroenterologista. Frequentemente, pode vir acompanhada de outros sintomas, como náuseas, vômitos, inchaço, febre e perda ou ganho de peso. "Enquanto a alteração do hábito intestinal está ligado ao intestino, a saciedade tem relação com o estômago. É uma queixa comum de gastrite e úlcera -não precisa nem ter queimação- e pode até ser câncer", afirma Arnaldo. Para Salim, o problema pode ter outras origens, como fígado, vesícula e esôfago. "E também pode indicar problemas cardiológicos, como insuficiência cardíaca e obstrução de coronária direita, mas não é comum", ressalva.

7) FEBRE ALTA OU PERSISTENTE
Febre superior a 37,8ºC, com duração acima de quatro dias, precisa ser investigada. Segundo Lewi, 60% das febres de origem indeterminada são de natureza infecciosa, entre elas as bacterianas, como infecção do trato urinário e meningite. O restante pode ser causado por tumores, alguns medicamentos de uso crônico (anticonvulsivante) e doenças reumatológicas, como lúpus e artrite reumatoide. "É um quadro que implica tratamento rápido, porque sem antibiótico a pessoa pode evoluir mal e até morrer", afirma o médico. Alfredo Salim Helito, do Sírio-Libanês, concorda. "Quando vem associada a mal-estar, tosse, queda do estado geral, transpiração ou confusão mental, deve-se procurar um atendimento de emergência", afirma. Se a pessoa sentir tremores, também, pois é indício de infecção bacteriana.

8) FÔLEGO CURTO
Se a pessoa apresenta uma dificuldade súbita de respirar ou está arfando em busca de ar, não há dúvida de que se trata de uma emergência hospitalar. "É um sintoma que merece ser visto rapidamente, porque pode ser algo banal ou problemas sérios, como embolia pulmonar, infarto e insuficiência cardíaca descompensada", afirma Helito. Se a falta de ar vem se agravando há meses, pode ser um sintoma de doenças pulmonares ou cardíacas. "Se tem menos de uma semana, pode ser asma, pneumonia ou embolia, e a pessoa precisa ir ao pronto-atendimento. O infarto, em algumas pessoas, pode vir só com falta de ar, sem dor", diz Arnaldo Lichtenstein, do HC. Já a embolia pulmonar, outro quadro grave que exige socorro imediato, vem sempre associada a trombose em um dos membros, principalmente os inferiores, que incham repentinamente.

9) MUDANÇAS INEXPLICÁVEIS DOS HÁBITOS INTESTINAIS
Para Lichtenstein, uma pessoa que tem hábito intestinal diário, passa três ou quatro dias constipada e depois tem uma diarreia deve ligar o sinal de alerta. Segundo Lewi, fezes com sangue, diarreia com duração de uma semana e constipação que dura mais de três semanas podem sinalizar infecção bacteriana, viral ou infestação por parasitas. "Não pode ter esses sintomas e deixar de ir ao médico. Se houver um único sangramento vivo, em grande quantidade, é melhor ir ao pronto-atendimento", afirma ele, para quem câncer de cólon e doenças intestinais inflamatórias -como retocolite ulcerativa, uma inflamação de natureza autoimune, e doença de Crohn- podem provocar esses sintomas. Depressão, ansiedade, problemas inflamatórios intestinais ou na tireoide também não podem ser descartados. "O intestino é um órgão de choque de muitos problemas que não são intestinais. O indicado é procurar um clínico ou ir direto a um gastroenterologista", diz.

10) JUNTAS QUENTES, VERMELHAS OU INFLAMADAS
Esse é o campo dos reumatologistas. A exceção são os casos em que somente uma das juntas está inchada ou inflamada, o que pode sinalizar uma infecção e geralmente tem febre associada. "A artrite séptica é causada por bactérias e pode ser identificada quando uma junta única fica quente, muito inchada e extremamente dolorida. É urgentíssimo, porque precisa drenar a articulação e tirar o pus", afirma Salim. Se atinge mais de uma junta, pode ser um episódio de gota, artrite reumatoide, lúpus, febre reumática. Arnaldo Lichtenstein menciona ainda doenças sistêmicas, como leucemias, anemia falciforme e problemas endocrinológicos, como possíveis causas dos sintomas.

Fonte: Folha Online Equilíbrio

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sobre o carnaval


      Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
      É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.
      Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
      Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
      Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
      Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
      Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
      É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.

Emmanuel

Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939. (Encartado também na Revista Internacional de Espiritismo,exemplar de Janeiro de 2001 páginas 565 e 566 - Editora O Clarim).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Em dia com o Espiritismo


Em dia com o Espiritismo

Qual é o sentido da vida?

Marta Antunes Moura
 “Não somente de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai
da boca de Deus.” (Mateus, 4:4.)
1
O questionamento sobre o sentido da vida acontece em algum momento da existência, mas a resposta à indagação está relacionada a vários fatores, entre eles: idade, nível de maturidade espiritual, educação recebida, formação religiosa, interesses...
A respeito do assunto, esclarece Léon Denis que
O que importa saber antes de tudo é o que somos, de onde viemos, para onde vamos, quais são os nossos destinos. As ideias que fazemos do Universo e suas leis, do papel que cada um de nós deve exercer sobre este vasto teatro, tudo isso é de uma importância capital. É de conformidade com elas que dirigimos os nossos atos. [...] Para as coletividades, da mesma forma que para o indivíduo, a concepção do mundo e da vida é que determina os deveres; mostra o caminho a seguir, as resoluções a adotar.2
Não resta dúvida que esse é o melhor critério, entretanto, sabemos que significativa parte da Humanidade restringe a existência à mera experiência biológica (nascer, crescer, reproduzir e morrer). Para muitos indivíduos o enfoque é a família e/ou a profissão. Os hedonistas preferem gozar a vida, sem pesar as consequências. Mas há pessoas que, efetivamente, centralizam a vida na busca pela melhoria espiritual. Tal constatação nos faz concluir que, a rigor, não há um consenso de respostas, como indicam pesquisas realizadas, uma vez que o entendimento sobre o sentido da vida varia de pessoa para pessoa, estando sujeito a mudanças de opinião, à medida que envelhecemos ou nos tornamos mais experientes.
Denis considera ainda que as indagações sobre o porquê da vida fazem parte da natureza humana:
Qual o homem que, nas horas de silêncio e recolhimento, já deixou de interrogar a Natureza e ao seu próprio coração, pedindo-lhes o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão de ser do Universo? Onde está esse que não tem procurado conhecer os seus destinos, erguer o véu da morte, saber se Deus é uma ficção ou uma realidade? Não há ser humano, por mais indiferente que seja, que não tenha enfrentado algumas vezes com esses grandes problemas. A dificuldade de resolvê-los, a incoerência e a multiplicidade das teorias que daí se derivam, as deploráveis consequências que decorrem da maior parte dos sistemas conhecidos, todo esse conjunto confuso, fatigando o espírito humano, o tem atirado à indiferença e ao ceticismo.3
Para os filósofos da Antiguidade, o verdadeiro sentido da vida estava na aquisição da felicidade, genericamente considerada “[...] estado de satisfação devido à situação do mundo”,4 conceito que não deveria ser confundido com o de bem-aventurança, entendido como o ideal de satisfação, ou de felicidade completa, independente das condições do homem no mundo.4
A felicidade era então compreendida como algo bem mundano, de acordo com as necessidades imediatas do homem, segundo esta afirmativa do filósofo grego Tales de Mileto (624 ou 625 a.C.-556 ou 558 a.C.): “[feliz é] quem tem corpo são e forte, boa sorte e alma bem formada”.4 Em outras palavras, significa dizer que a felicidade se resume em ter boa saúde, sucesso na vida e possuir boa formação educacional, condições priorizadas pela sociedade moderna.
O conceito de felicidade foi mais tarde incorporado ao prazer, possivelmente a partir das ideias de Demócrito de Abdera (460-380 a.C.), que definiu felicidade como sendo “[...] a medida do prazer e a proporção da vida”.Tal concepção serviu de base para o desenvolvimento do pensamento filosófico, em relação ao sentido da vida, nos séculos posteriores. Estudiosos famosos aceitaram a relação felicidade–prazer, imprimindo esta direção ao pensamento ocidental. Entre eles, destacamos: Lorenzo Valla (1407-1457), eminente educador humanista italiano; John Locke (1632-1704), inglês, respeitado ideólogo do liberalismo; Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), distinguido cientista alemão; e o britânico Bertrand Arthur William Russell (1872-1970), uma das personalidades mais influentes do século XX, matemático e lógico de renome.
Importa ressalvar que, desde os tempos remotos, Platão (428 ou 427 a.C.-348-347 a.C.) já fazia clara distinção entre felicidade e prazer, admitindo que uma estava vinculada à aquisição de virtudes, a outra, às sensações físicas: “[...] o mundo dos sentidos e dos prazeres sensoriais inibe o encontro da felicidade verdadeira, porque nos torna presos ao mundo real [físico], que não é [...] a realidade mais elevada”.5
Em termos religiosos, o Hinduísmo relaciona o sentido da vida à harmonia e libertação espirituais, ambas necessárias à comunhão eterna e pacífica com Deus.Para os brâmanes, é atingir o estado de consciência cósmica. O Judaísmo valoriza a observância das leis de Deus, registradas nos seus livros sagrados. O Budismo orienta que o sentido da vida está na liberdade de cada um escolher como conduzir a própria vida. Para o Cristianismo é necessário vivenciar o Evangelho, condição totalmente acatada pelo Espiritismo.
A citação de Mateus, inserida no início deste artigo, pode ser considerada um roteiro espírita sobre o sentido da vida. Interpretada por Emmanuel,6 destaca este Benfeitor a importância de reconhecermos a extensão e o valor das bênçãos divinas, distribuídas por Deus em nosso benefício. Assim, considera a palavra “pão” (Não somente de pão viverá o homem), presente no texto evangélico, como símbolo representativo das concessões materiais doadas ao encarnado. Pondera, entretanto, que tais dádivas devem ser utilizadas para a obtenção do alimento espiritual (toda palavra que sai da boca de Deus), que é o verdadeiro sustento à vida do Espírito imortal. Eis como se expressa:
Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma. Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos. Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.
Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.ricardo costa
Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável. Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.
Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.
Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.
Não apenas flores, mas também frutos.
Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa.
Não só teoria excelente, mas também prática santificante. Não apenas nós, mas igualmente os outros.6
Ao final, conclui com a sabedoria e a simplicidade de sempre:
Disse o Mestre: – “Nem só de pão vive o homem.”
Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo. Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.7
Fonte: site da revista Reformador online (http://www.febnet.org.br)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Importância da água


Todo mundo precisa tomar água, mas as pessoas idosas, mais ainda

Para elas, que já têm uma reserva hídrica naturalmente menor, uma desidratação pode ser fatal. O pior é que seus mecanismos de 

equilíbrio interno já não funcionam tão bem e elas não sentem sede, esquecendo-se de repor as perdas. Assim, é fundamental que se ofereçam líquidos para os idosos o tempo todo. Água, sucos, frutas, leite, chá, gelatina, sopa. Tudo vale.








Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: "Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?" Alguns arriscam: "Tumor na cabeça". Eu digo: "Não". Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não". A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratamse com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.

Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente - e o verão já vem aí - ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.

Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). (fonte: http://www.caras.com.br/edicoes/730/textos/261/)