domingo, 24 de janeiro de 2010

Atividades em janeiro



Em 15 de janeiro de 2010, Alberto Kandratavicius e Zilá Silva e Oliveira Kandratavicius - Presidente e Fundadora - do Grupo de Amigos Espíritas PÃO DA CARIDADE de Planura, estiveram na CASA DA AMIZADE doando pães que foram utilizados como complemento da alimentação alí oferecida para as famílias mais necessitadas. Alberto e Zilá, na mesma data, também estiveram na reunião de posse da Diretoria do CEREA (Centro de Recuperação do Alcoolatra). Na oportunidade, cumprimentaram JOÃO ALVES PEIXOTO, novo Presidente do CEREA.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Deus virá

Veja e ouça abaixo o pequeno texto "Deus virá", do Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier, do livro ALMA E CORAÇÃO.
Narração: Alberto Kandra.
Fundo musical: parte da trilha sonora do filme "Marnie".

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Aparências



Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

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Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.

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Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.

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Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

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Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.

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Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.

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Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.

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Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.

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Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.

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Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

* * *

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

'Chico Xavier' é uma das grandes apostas do cinema em 2010

Veja abaixo a reportagem publicada no site G1, e o trailer inicial do filme pela Sony Pictures do Brasil.

A trajetória de Chico Xavier, um dos mais importantes expoentes do espiritismo no Brasil, é uma das grandes apostas do cinema nacional para 2010. Dirigido por Daniel Filho (dos sucessos de bilheterias "Se eu fosse você" 1 e 2), "Chico Xavier" promete tratar das histórias de fé e também das polêmicas que envolveram a vida do médium que morreu aos 92 anos em Uberaba (MG) e afirmava conversar com os espíritos.

Três atores se revezam no papel de Xavier no longa: Nelson Xavier, encarnando o personagem dos 60 aos 80 anos; Angelo Antonio, que vive Xavier dos 20 aos 50; e o ator-mirim Matheus Costa, responsável pelas cenas da infância do líder espiritual mineiro.
Também estão no elenco os atores Tony Ramos, Christiane Torloni, Pierre Baitelli, Paulo Goulart, Carlos Vereza, Cassio Gabus Mendes e outros.

O roteiro de "Chico Xavier" é inspirado na biografia homônima escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. Nascido em 1910 no município de Pedro Leopoldo (MG) e morto em 2002 em Uberaba (MG), Xavier publicou mais de 400 livros em vida, todos eles, afirmava, psicografados através de conversas com espíritos. Estima-se que mais de 20 milhões de exemplares foram vendidos.


Veja também imagens inéditas do filme na página original da reportagem, disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1425454-7086,00-CHICO+XAVIER+E+UMA+DAS+GRANDES+APOSTAS+DO+CINEMA+EM+VEJA+O+TRAILER.html

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Carta de Ano Novo



Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.

Não maldigas, nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes, nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: -

Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.


Texto de Emmanuel, Livro Vida e Caminho. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O Nascimento de Jesus



Segundo narra o evangelista Lucas (capitulo II), Augusto César imperador romano, decretou um recenseamento na Palestina, sob a orientação de Quirino, governador da Síria.

O principal objetivo, óbvio, era fiscal.

Roma, a grande senhora que dominava o Mundo, desejava saber quantos potenciais pagadores de impostos sustentavam a riqueza e a boa vida de sua aristocracia.

Os judeus deveriam ser recenseados em sua cidade de origem, o que provocou invulgar movimento nas estradas e nas cidades.

José, que morava com Maria em Nazaré, era natural de Belém. Viu-se, portanto, na contingência de uma viagem que demandava perto de cinco dias.

A estalagem, previsivelmente, estava lotada.

O casal acomodou-se num estábulo, provavelmente na periferia. A tradição fixou o local como uma gruta e inseriu um boi e um asno, não presentes no relato de Lucas, que é extremamente lacônico.

Informa o evangelista, com absoluta economia de palavras, no versículo 7:

...e teve um filho primogênito, e o enfaixou e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

Quanto ao mais, funcionou a imaginação.

Envolver a criança em faixas era um costume hebreu que tinha por objetivo não apenas aquecer a criança, mas também limitar seus movimentos.

Acreditava-se que isso garantiria braços e pernas fortes e sem problemas.

Nesse ínterim, pastores que cuidavam de seus rebanhos, nas cercanias de Belém, foram visitados por um anjo. Este os informou de que o emissário divino, aguardado com grande expectativa pelo povo judeu, chegara finalmente. Haveriam de encontrá-lo numa manjedoura, envolto em panos.

Outros anjos apareceram e, num coro celestial, entoaram, em glorioso cântico, a proclamação:

Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.

Pouco depois, os pastores encontraram Jesus como fora indicado, e lhe renderam homenagens.

Temos aqui, caro leitor, em breves palavras, o nascimento de Jesus, comemorado festivamente em 25 de dezembro, data magna do Cristianismo, o acontecimento mais marcante da História.

No Natal, que significa nascimento, há um clima de esperança e fraternidade nas comunidades cristãs.

Jesus parece mais próximo dos homens.

O correto seria dizer que estamos mais perto dele, ante a mística natalina, a exortar a boa vontade, a vontade de ser bom.

A narrativa atribuída a Lucas é bela e poética, mas a exegese bíblica sugere que não guarda fidelidade aos fatos.

Começa com o recenseamento.

É estranho que os habitantes da Palestina, perto de um milhão de judeus, se submetessem ao censo na cidade de seu nascimento. Por que na localidade onde residiam, como manda a boa lógica? Dá para imaginar a confusão resultante, absolutamente desnecessária.

Muitos exegetas afirmam que Jesus nasceu em Nazaré.

A narrativa introduzida no Evangelho de Lucas teria por objetivo dar cumprimento a antiga profecia judaica, segundo a qual o enviado divino nasceria em Belém. Daí a suposta viagem no controvertido censo.

Jesus foi tão importante para a História, que a dividiu em duas épocas. Antes e depois dele. Por isso contamos os anos a partir de seu nascimento, nos dois sentidos do tempo linear.

Augusto César, por exemplo, nasceu no ano 63 a.C. (antes de Cristo), e morreu em 14 d.C. (depois de Cristo). Usa-se, também, no segundo caso, a abreviatura a.D. do latim anno Domini (no ano do Senhor).

Essa mudança ocorreu no século VI, a partir dos cálculos efetuados por Dionísio, um monge e escritor cristão que, em face das limitações de seu tempo, errou em alguns anos. Sabemos hoje que Jesus nasceu aproximadamente quatro a seis anos antes da data fixada.

Assim, neste ano de 1997, em que registro estas anotações, estaríamos entre 2001 e 2003.

O suposto juízo final, se levarmos em consideração intérpretes bíblicos que o fixaram no ano 2000, está se atrasando.

Admitindo essa previsão podemos dizer que Deus é brasileiro mesmo, como se propala em nosso país, pelo menos no que diz respeito à nossa tradicional impontualidade.

Desconhece-se o dia exato do nascimento de Jesus.

No século IV as autoridades religiosas optaram por 25 de dezembro, que marcava o início das festas populares da primavera, a suceder o inverno. Era a vida recomeçando após a morte simbolizada pelos meses frios.

Considerava-se o nascimento de Jesus o marco do renascimento espiritual da Humanidade, assim como o dia sucede a noite e a vida sucede a morte.

As dúvidas que envolvem o natalício do Senhor, longe de tirarem o brilho e a beleza do Evangelho, apenas demonstram que não devemos nos deter em detalhes dispensáveis.

Centralizemos nossa atenção no que há de relevante em seu nascimento, destacando o objetivo de sua missão.

Ele veio ensinar como construir o Reino Divino, a partir do alicerce fundamental – o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Em boa lógica, sob o ponto de vista humano, Jesus deveria ter nascido filho do imperador romano.

Assim desfrutaria do necessário poder para o desempenho da grandiosa missão, impondo sua mensagem aos homens. As legiões romanas seriam a garantia do cumprimento de suas determinações.

Nada disso aconteceu.

Jesus preferiu nascer numa das mais obscuras províncias do império, longe do poder, filho de humilde carpinteiro.

Situou-se tão longe de Roma, palco dos acontecimentos marcantes da época, que a História praticamente o ignorou.

Por que semelhante escolha?

Para entender isso, consideremos o fato fundamental que distingue Jesus dos líderes religiosos em geral:

Ele foi o único que, em todas as circunstâncias, exemplificou sua mensagem.

Viveu seus ensinamentos.

Contemplamos assombrados, na vida dos grandes líderes religiosos, fundadores de religiões, flagrantes contradições entre o que pregavam e a realidade de seu dia-a-dia.

A mensagem que traziam parecia maior que eles, incapazes de superar as limitações de seu tempo. Pesava em seus ombros.

Com Jesus foi diferente.

Ele foi tão grande quanto sua mensagem e a vivenciou inteiramente.

Ensinava que os homens são todos irmãos, filhos do mesmo Deus, pai de amor e misericórdia. Por isso não discriminava ninguém, nem recusava a convivência com a chamada gente de má vida, proclamando que os sãos não precisam de médico.

Ensinava que devemos fazer ao próximo o bem que gostaríamos nos fosse feito, e passou seu apostolado a atender necessitados de todos os matizes, curando enfermos do corpo e da alma.

Ensinava que devemos perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, sempre, e jamais asilou ressentimentos ou mágoas, mesmo contra os piores adversários. Culminou por perdoar seus algozes na cruz.

E ao retornar à convivência dos discípulos, na gloriosa materialização, longe de admoestá-los por tê-lo abandonado no momento extremo, simplesmente os saudou com o carinho de sempre – a paz esteja convosco, convocando-os depois à gloriosa disseminação de seus princípios.

Empenhado em demonstrar, desde o primeiro momento, que o caminho para Deus passa pelo despojamento dos interesses humanos, das ambições, do comprometimento com o poder e com a riqueza, preferiu nascer filho de um humilde carpinteiro, no seio de um povo sem expressão no contexto de Roma.

Exemplificava, assim, uma lição ainda não assimilada pela Humanidade:

O valor de um homem não pode ser medido por sua origem, por sua profissão, pelo dinheiro, pela posição social, pelo poder que acumula, mas pelo seu empenho em contribuir para a harmonia e o bem-estar da sociedade em que vive, seja ele o presidente da república ou o mais humilde trabalhado braçal.

Por isso, em qualquer tempo, sempre que nos detivermos na apreciação do nascimento de Jesus, não importa saber se as informações de Lucas são rigorosamente exatas; se Jesus nasceu em Belém ou Nazaré; se foi no ano um, ou antes; se em dezembro ou noutro mês.

Devemos avaliar, isto sim, se já iniciamos uma nova contagem do tempo em nossa vida. Se já podemos comemorar o anno Domini, aquele ano decisivo do nascimento de Jesus em nossos corações.

É fácil saber.

Considerando que sua mensagem sintetiza-se no espírito de serviço em favor do bem comum, basta avaliar quantos de nosso tempo fazemos um tempo de servir.

Fonte: Livro: Paz na Terra, de Richard Simonetti (via site http://www.omensageiro.com.br/artigos/artigo-81.htm)